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Sua embalagem tem segundos para vender — e agora existe um número que mostra quanto isso vale

25 de ago.
3 min de leitura


Todo mundo que vive do mercado de alimentos já ouviu que "a embalagem vende". A frase é tão repetida que virou papel de parede: todo mundo concorda e quase ninguém faz nada a respeito. A novidade é que agora existe um número fresco — e bem medido — para tirar essa conversa do achismo.

No dia 19 de agosto, a NielsenIQ (NIQ) anunciou os vencedores da 9ª edição do Design Impact Awards, prêmio que reconhece redesigns de embalagem que melhoraram, ao mesmo tempo, a experiência de compra e o resultado comercial. O dado que interessa está no acumulado: ao longo de quase dez anos de premiação, os redesigns vencedores estiveram associados a um aumento médio de cerca de 4% no volume de vendas.

Quatro por cento pode parecer pouco à primeira vista. Mas pense no que custa conseguir esse mesmo crescimento por outros caminhos: desconto na tabela, verba de trade, mídia paga. O redesign é um investimento que se faz uma vez e trabalha em silêncio, pacote por pacote, em cada gôndola onde o produto está.

Vale reparar também em como esse número foi obtido, porque aí mora a diferença. Não é pesquisa de opinião nem júri de festival de criatividade. A NIQ cruza dados reais de venda no varejo — o sell-out medido pelo seu serviço de auditoria de mercado — para identificar marcas que cresceram depois de lançar a nova embalagem, e usa métodos de neurociência, como leitura de atividade cerebral (EEG), além de pesquisas comportamentais, para entender por que o design funcionou. Em resumo: é caixa registradora, não palpite.

O que os vencedores fizeram de diferente

Os oito premiados de 2026 vêm de categorias e países diferentes — tem atum britânico (John West, da Thai Union), sorvete sul-africano (Country Fresh), pizza congelada da McCain, snacks e bebidas americanas como Liquid I.V. e Back to Nature. Mas a NIQ aponta um traço comum a todos: cada redesign tornou a jornada do comprador mais fácil.

Isso se traduziu em quatro frentes bem concretas. Visibilidade na prateleira: o produto passou a ser notado no meio da concorrência. Hierarquia clara da informação: o que importa se lê primeiro, sem esforço. Comunicação simplificada: menos poluição visual, mais mensagem. E identidade preservada: a marca continuou reconhecível, para que o cliente de sempre não se perdesse na mudança.

Como resumiu Andrea Fraboni, líder global de Pack & Design da NIQ, "a embalagem tem segundos para fazer o seu trabalho". Os redesigns mais fortes fazem o produto ser notado, entendido e escolhido — sem abrir mão dos códigos que o consumidor já reconhece.

Quando vale mexer na sua embalagem

Trazendo a conversa para a realidade de quem embala café, snacks, biscoitos ou farináceos no Brasil, alguns sinais indicam que é hora de estudar um redesign: o produto some na gôndola ao lado dos concorrentes; o rótulo foi acumulando selos, avisos e informações até virar um mosaico; a empresa evoluiu e a embalagem ficou parada no tempo; ou a categoria inteira mudou de linguagem e o seu pacote ainda fala o idioma antigo.

Antes de aprovar a arte nova, três testes simples ajudam a não errar. Primeiro, a leitura a dois metros: o nome do produto e a variante precisam ser identificados à distância em que o comprador percorre o corredor. Segundo, o teste do bloco de cor: na prateleira, as embalagens formam manchas de cor antes de formarem palavras — a sua mancha se destaca ou se mistura? Terceiro, o teste da troca: mostre a embalagem nova a um cliente fiel e veja se ele ainda encontra o produto. Redesign que apaga os códigos da marca costuma custar caro.

E há um elo final que muita gente esquece: a melhor arte só vira resultado se a impressão entregar o que o design prometeu. Cor firme e estável de lote a lote, registro preciso, acabamento que valoriza o material — é isso que transforma o arquivo aprovado no pacote que brilha na prateleira. Embalagem flexível bem impressa é mídia no ponto de venda, e das mais baratas que existem: o espaço já está pago, pois faz parte do custo do produto.

Se a sua embalagem está há anos sem revisão, talvez ela esteja custando vendas que você não enxerga. Quer descobrir quanto? Fale com a Centpak.

Fontes

NIQ / Business Wire — release oficial do 9º Design Impact Awards (19/08/2026): https://secure.businesswire.com/news/home/20260819934301/pt

Chain Drug Review — Packaging redesigns see 4% average volume lift, NIQ reveals (20/08/2026): https://chaindrugreview.com/packaging-redesigns-see-4-average-volume-lift-niq-reveals/

NIQ Design Impact Awards — página oficial: https://nielseniq.com/global/en/landing-page/niq-design-impact-award/

 
 

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