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Choque das resinas em 2026: por que sua embalagem ficou mais cara — e o que dá para fazer

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Se o custo das suas embalagens plásticas subiu de forma incômoda nos últimos meses, você não está sozinho e não é impressão. O primeiro semestre de 2026 trouxe um dos maiores choques de preço de resina da história recente do Brasil, e o efeito chegou a toda a cadeia de alimentos e bebidas — de quem produz o filme a quem coloca o produto na gôndola.

O que aconteceu com o preço da resina

Polipropileno (PP), polietileno (PE) e PVC acumulam altas que chegam a 80% desde o fim de fevereiro, segundo levantamento divulgado pela ABIPLAST. Não foi um movimento isolado: é a combinação de vários fatores empurrando o preço na mesma direção.

De um lado, a resina nacional ficou mais escassa e mais cara, em boa parte pela crise enfrentada pela principal produtora doméstica. De outro, a resina importada também encareceu. Em abril de 2026 entraram em vigor sobretaxas antidumping de 79% sobre o polietileno e 43% sobre o PVC de determinadas origens, e a Camex manteve até outubro a alíquota de 20% sobre PP, PE e PVC importados. Some a isso um câmbio pressionado, e o resultado é previsível.

Não é só preço: é disponibilidade

O ponto que costuma passar despercebido é o abastecimento. A ABIPLAST relatou sinais claros de restrição de oferta: prazos de entrega mais longos, limitação de volumes e dificuldade de atendimento por parte dos fornecedores. Para quem trabalha com estoque enxuto, isso é tão crítico quanto o preço — uma linha de envase parada custa muito mais do que alguns centavos por quilo de resina.

O que isso muda para quem compra embalagem

Na prática, o comprador de embalagem flexível para alimentos precisa lidar com dois riscos ao mesmo tempo: margem e continuidade. Repassar todo o aumento ao preço final nem sempre é possível, e absorver tudo corrói o resultado. É aqui que a escolha do parceiro de embalagem deixa de ser detalhe e vira estratégia.

Revisar a estrutura da embalagem. Nem todo produto precisa da mesma gramatura ou do mesmo número de camadas. Ajustes de espessura e de estrutura, feitos com critério técnico, reduzem consumo de resina mantendo barreira e resistência.

Planejar a compra com antecedência. Em um cenário de prazos longos e volumes limitados, programação de pedidos e previsibilidade de demanda valem mais do que nunca — e evitam a compra emergencial, sempre a mais cara.

Trabalhar o mix de materiais. Dependendo da aplicação, há caminhos para equilibrar desempenho e custo, inclusive olhando para estruturas mais simples de reciclar, que tendem a ganhar espaço nos próximos anos.

Como a Centpak encara esse cenário

Nosso papel não é só entregar a embalagem: é ajudar o cliente a atravessar momentos como este com o menor impacto possível. Isso passa por engenharia de embalagem, por planejamento conjunto de demanda e por transparência sobre o que está acontecendo no mercado de resina. Preço de matéria-prima a gente não controla; a forma de reagir a ele, sim.

Se a conta da sua embalagem apertou em 2026, vale sentar e revisar projeto, gramatura e programação antes do próximo pedido. Muitas vezes dá para recuperar parte da margem sem tirar nada da qualidade que protege o seu alimento.

Quer uma análise da sua embalagem atual? Fale com a Centpak.

Fontes: ABIPLAST / PlásticoNews; Plástico Virtual; Trading Economics. Percentuais e alíquotas conforme divulgação setorial de abril a julho de 2026.

 
 

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