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O filme importado já ocupa o espaço que sobrou. Antes de trocar de fornecedor, faça a conta inteira

há 15 horas
3 min de leitura
Armazém com prateleiras cheias de caixas

No primeiro semestre de 2026, o Brasil consumiu 1,164 milhão de toneladas de embalagens plásticas flexíveis, 2,6% a mais que um ano antes. A produção nacional andou para o outro lado: 1,140 milhão de toneladas, queda de 0,7%. Os números são da pesquisa da MaxiQuim para a ABIEF, a associação da indústria de embalagens plásticas flexíveis.

Se o consumo subiu e a produção caiu, alguém entregou a diferença. Foi o importado. Entraram 69 mil toneladas de filmes e embalagens flexíveis no semestre, alta de 33,4%. As exportações recuaram 30,7%, para 45 mil toneladas. A balança do setor, que fechava com superávit de 13 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, virou déficit de 24,2 mil toneladas. E o movimento acelerou: só no segundo trimestre, as importações cresceram 48,4% sobre o mesmo período do ano passado.

A leitura da própria ABIEF é direta: não se trata de falta de mercado. O consumo cresceu e foi capturado, essencialmente, pelo produto de fora, com ganho de espaço do material de origem asiática.

Por que isso chega à sua mesa de compras

Quem embala café, snack, biscoito ou farináceo provavelmente já recebeu uma proposta com preço por quilo abaixo do que paga hoje. É natural que ela chame atenção, ainda mais num ano em que a produção de flexíveis para alimentos caiu 0,9% e todo mundo briga por volume.

A questão aqui não é se o importado é bom ou ruim. Existe fornecedor sério em qualquer lugar do mundo. A questão é que o preço por quilo é só uma linha da conta, e nem sempre a maior.

O que fica fora do preço por quilo

  • Prazo e lote mínimo. Importar costuma significar comprar com meses de antecedência e em volume de contêiner. Mudou a arte, entrou um SKU sazonal, a demanda virou? O pedido já está no mar.

  • Estoque parado. Lote grande e prazo longo pedem estoque de segurança maior. Esse capital tem custo, e o espaço no armazém também.

  • Câmbio. Preço fechado em moeda estrangeira fica exposto à variação até o pagamento. A economia da cotação pode encolher no caminho.

  • Quando a bobina falha na linha. Selagem que não fecha, filme que não corre na envasadora, impressão fora de registro. Alguém precisa ir até a fábrica entender o que aconteceu, e a reposição precisa chegar rápido. Uma parada de envase pode custar, em poucas horas, mais do que toda a economia do lote.

  • Conformidade para contato com alimento. Embalagem que toca o alimento precisa atender à legislação sanitária brasileira para materiais plásticos. Vale perguntar quem responde pelos ensaios de migração e pela declaração de conformidade, e se essa documentação acompanha cada lote.

  • Desenvolvimento. Acertar estrutura, espessura e barreira para o seu produto exige conversa, teste e amostra. Com o fornecedor longe, cada volta desse ciclo demora mais.

Como comparar de forma justa

A comparação honesta é por pacote embalado, não por quilo de filme. Some preço, frete, custos de nacionalização, custo financeiro do estoque, perdas na linha e o risco de parada. Depois peça a qualquer fornecedor, nacional ou estrangeiro, três coisas: histórico de não conformidade, prazo de reposição em caso de emergência e a documentação de contato com alimento por lote.

Às vezes o importado ganha essa conta. Muitas vezes, não. O que não dá é decidir olhando só a primeira linha.

Onde a Centpak entra

A Centpak desenvolve e produz embalagens flexíveis para a indústria de alimentos. Se você tem uma proposta na mesa e quer compará-la direito, a gente ajuda a montar a conta inteira com o seu produto, a sua linha e o seu volume.

Fale com a Centpak.

Fontes: ABIEF / pesquisa MaxiQuim, 1º semestre de 2026, divulgada por Plástico Industrial (08/09/2026) e Blog do Plástico (17/08/2026). Foto: Tiger Lily / Pexels.

 
 

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